quinta-feira, 9 de junho de 2016
‘Meninas de Guarus’: juíza condena políticos, empresários e policiais
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou uma operação, no início da manhã desta quinta-feira (09/06), para cumprir mandados de prisão contra 14 pessoas condenadas pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza no caso de exploração sexual de crianças e adolescentes no processo conhecido como “Meninas de Guarus”.
Até agora 12 prisões foram efetuadas e duas pessoas estão foragidas, o empresário Gustavo Peçanha e Dovany Salvador. Entre os condenados está o ex-vereador e ex-deputado Nelson Nahim Matheus de Oliveira ; o também ex-vereador Marcus Alexandre dos Santos Ferreira; o ex-presidiário Leilson Rocha da Silva, mais conhecido como “Alex”; o policial militar Ronaldo de Souza Santos; e o empresário Renato Pinheiro Duarte, entre outros.
Leilson Rocha da Silva e Ronaldo de Souza Santos foram condenados a 31 anos e um mês de prisão. Já Thiago Machado Calil (Ex-vereador) cumprirá 25 anos e oito meses; Fabricio Trindade Calil (Ex-vereador) 25 anos e oito meses, o empresário Renato Pinheiro Duarte 14 anos, Nelson Nahim Matheus de Oliveira (Ex-presidente da Câmara de Vereadores) 12 anos, Fabio Lopes da Cruz, Dovany Salvador Lopes da Silva, Gustavo Ribeiro Poubaix Monteiro e Robson Silva de Barros Costa cumprirão oito anos de pena. Por fim, Marcos Alexandre dos Santos Ferreira (Ex-vereador) sete anos, Cleber Rocha da Silva seis anos e seis meses, Jayme Cesar de Siqueira seis anos e Sergio Crespo Gimenes Junior um ano e seis meses.
De acordo com a denúncia, os réus mantinham e exploravam crianças e adolescentes, entre oito e 17 anos de idade, em uma casa situada em Guarus, distrito de Campos, para fins de prostituição e exploração sexual. O lugar era mantido com as portas e janelas trancadas, com correntes e cadeados, sempre sob vigília armada. As vítimas eram obrigadas a consumir drogas, como cocaína, haxixe, crack, ecstasy e maconha, sem que pudessem oferecer resistência.
Os acusados foram condenados pelos crimes de quadrilha armada, estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes entre outros. A maior pena aplicada foi de 31 anos para os condenados Leilson Rocha e Ronaldo Santos, sendo aplicada pena de 12 ao condenado Nelson Nahim.
Na operação o GAECO contou com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ que inaugurou sua Sala de Situação destinada ao monitoramento dos cumprimentos de mandados de prisão e de busca e apreensão, com acompanhamento online das diligências, permitindo à Coordenação controlar o trabalho de todas os agentes em campo, determinar deslocamento de equipe de apoio, tomar e transmitir decisões em tempo real, acompanhando o resultado e desdobramentos das operações.
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Fonte Ascom
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