quarta-feira, 4 de novembro de 2015

APERIBÉ PRESERVA A SUA HISTÓRIA.







Localizada no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro, a cidade de Aperibé tem nas edificações localizadas sobretudo na zona rural, algumas de suas maiores riquezas quando o assunto é patrimônio. A luta para preservá-lo vem sendo travada por pessoas como o professor de História e Memoralista Marcelo da Cunha Hungria, que planeja propor à Câmara Municipal a criação de uma lei que possa impedir a destruição de prédios que ajudam a contar a história da cidade.


A localidade de São João da Feliz Residência teve em Alípio Mathias Borges seu maior expoente. Homem influente na política e no comércio que detinha grande credibilidade na região e fora dela. Vindo de Bragança, Portugal, no dia 15 de março  de 1889 aos três anos de idade, ele construiu naquelas terras seu maior legado histórico. “São muitas as histórias deste lugarejo bucólico e cheio de vida. Algumas personagens quase ‘folclóricas’ deixaram suas histórias para serem contadas. A História é assim. Escrita por pessoas, independente de sua classe social. Todos nós somos agentes dela. Do trabalho desses valorosos cidadãos é que Aperibé cresceu… Também com a sua trajetória política”, observa Marcelo Hungria.

Da zona rural para a cidade, destaca-se o prédio da Estação Ferroviária, tombado pela prefeitura local. Construída em 1896, a estação abriga o Museu Casa de Cultura, que é essencial para a cidade, que surgiu e se desenvolveu com a chegada do trem. “Atualmente é o único prédio tombado como patrimônio histórico e cultural do município, mas há expectativas de que outros possam ser salvaguardados, como a 1ª Igreja Batista, a casa da Villa Emma e o casario do arraial de São João da Feliz Residência”, diz Hungria.


Marcelo Hungria conseguiu resgatar a história dos prédios através de um projeto desenvolvido com artistas da cidade e região que retrataram em telas o patrimônio que se perdeu com o tempo. A Casa da Villa Ema resistiu, mas outros prédios, como a Casa do Telefone, só podem ser conhecidos através de telas ou fotos.  “A casa da Villa Ema é um patrimônio que precisa ser preservado. Desde que cheguei à cidade, percebi um apelo à preservação de bens que ajudam a contar a sua história. Uma história muito rica por uma presença de pessoas de diversas nacionalidades que escolheram esta terra para viver com as suas famílias. E mantivemos a fachada original do prédio, que atualmente pertence à Diocese de Campos”, observa o padre José Maurício Peixoto, da Paróquia São Sebastião.

A velha estação, construída pelo lusitano João Francisco de Abreu (Major Abreu), é um exemplo de que é viável preservar. A comunidade tem se mobilizado para evitar que esses patrimônios sejam destruídos. Mas, em alguns casos, o resultado é que, por falta de conhecimento do valor das edificações, esses bens acabam se perdendo.Fonte o Diário de Campos.

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